Reposição hormonal: gel, comprimido, injeção ou implante?

Dr. Jorge Madeiro, médico, na Imersão em Reposição Hormonal e Implantes

Reposição hormonal: gel, comprimido, injeção ou implante?

Quando se fala em reposição hormonal, muita gente pensa primeiro no implante. Mas o implante não é um tratamento. É uma das formas de colocar o hormônio no corpo, e escolher essa forma faz parte da estratégia.

As quatro vias da reposição hormonal

A reposição hormonal pode ser feita por quatro vias de administração:

  1. Oral. O hormônio em comprimido.
  2. Transdérmica. O hormônio aplicado na pele, como o gel.
  3. Injetável. O hormônio aplicado por injeção.
  4. Implante subcutâneo. O hormônio colocado sob a pele, liberado aos poucos.

O hormônio pode ser o mesmo. O que muda é o jeito como ele entra no corpo, e isso muda bastante como ele se comporta.

Pico e vale, ou voo de cruzeiro

É a imagem que eu uso no consultório. O implante é voo de cruzeiro. O oral é pico e vale.

Na via oral, o nível do hormônio sobe depois da dose e desce até a próxima. No implante, ele é liberado de forma mais contínua.

Quanto mais pico e vale, mais efeito colateral. É um dos pontos que entram na escolha da via.

Então o implante é sempre a melhor opção?

Não. E essa é a parte que mais surpreende quem chega querendo implante.

Eu começo sempre pelo mínimo. Gel antes de implante. Oral antes de implante. Quase sempre existe uma via mais simples antes, e começar por ela não é demora, é escolha.

Nem que demore mais, mas com segurança. Hormônio não é pra quem quer. É pra quem pode.

O que decide a via

A via é decidida pela estratégia terapêutica, caso a caso. Não existe uma via certa para todo mundo, e quem decide é a avaliação, não o catálogo.

E existe um detalhe prático que pouca gente sabe: tem hormônio que não existe em gel. Em alguns casos, a própria substância indicada já define por qual via ela pode ser usada.

Como é o implante hormonal

  • Onde é colocado: no subcutâneo, logo abaixo da pele, na altura da marca da calcinha ou da cueca.
  • Quanto tempo dura: de 4 a 6 meses.

E colocar o implante não é o fim do tratamento. Reposição não é passar e ir embora. A dose certa só aparece acompanhando, e é esse acompanhamento que define o que fazer quando o implante termina.

Implante não é só hormônio

Outra confusão comum é achar que todo implante é hormonal. Existem implantes não hormonais, e a indicação deles muda conforme o objetivo de cada pessoa.

Por isso eu repito: implante não é um produto. É uma via de administração. O que vai dentro dele, e se ele faz sentido para você, é a avaliação que diz.

Eu explico como é a avaliação hormonal, para mulheres e para homens, na página de reposição hormonal.

Perguntas frequentes

Quais são as vias da reposição hormonal?

São quatro: oral, transdérmica, injetável e implante subcutâneo. A escolha depende da estratégia terapêutica de cada caso.

Implante hormonal é melhor que gel ou comprimido?

Não necessariamente. O implante libera o hormônio de forma mais contínua, mas a regra é começar pelo mínimo, com uma via mais simples antes, e decidir caso a caso.

Quanto tempo dura o implante hormonal?

De 4 a 6 meses.

Onde o implante hormonal é colocado?

No subcutâneo, logo abaixo da pele, na altura da marca da calcinha ou da cueca.

Existe implante que não é hormonal?

Existe. A indicação dos implantes não hormonais muda conforme o objetivo da pessoa e é definida na avaliação.

Qual via faz sentido para você?

Este texto explica as opções. A consulta olha a sua história, os seus exames e o seu objetivo antes de escolher qualquer uma delas. Atendo presencialmente em Planaltina e também por teleconsulta.

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