
Reposição hormonal: gel, comprimido, injeção ou implante?
Quando se fala em reposição hormonal, muita gente pensa primeiro no implante. Mas o implante não é um tratamento. É uma das formas de colocar o hormônio no corpo, e escolher essa forma faz parte da estratégia.
As quatro vias da reposição hormonal
A reposição hormonal pode ser feita por quatro vias de administração:
- Oral. O hormônio em comprimido.
- Transdérmica. O hormônio aplicado na pele, como o gel.
- Injetável. O hormônio aplicado por injeção.
- Implante subcutâneo. O hormônio colocado sob a pele, liberado aos poucos.
O hormônio pode ser o mesmo. O que muda é o jeito como ele entra no corpo, e isso muda bastante como ele se comporta.
Pico e vale, ou voo de cruzeiro
É a imagem que eu uso no consultório. O implante é voo de cruzeiro. O oral é pico e vale.
Na via oral, o nível do hormônio sobe depois da dose e desce até a próxima. No implante, ele é liberado de forma mais contínua.
Quanto mais pico e vale, mais efeito colateral. É um dos pontos que entram na escolha da via.
Então o implante é sempre a melhor opção?
Não. E essa é a parte que mais surpreende quem chega querendo implante.
Eu começo sempre pelo mínimo. Gel antes de implante. Oral antes de implante. Quase sempre existe uma via mais simples antes, e começar por ela não é demora, é escolha.
Nem que demore mais, mas com segurança. Hormônio não é pra quem quer. É pra quem pode.
O que decide a via
A via é decidida pela estratégia terapêutica, caso a caso. Não existe uma via certa para todo mundo, e quem decide é a avaliação, não o catálogo.
E existe um detalhe prático que pouca gente sabe: tem hormônio que não existe em gel. Em alguns casos, a própria substância indicada já define por qual via ela pode ser usada.
Como é o implante hormonal
- Onde é colocado: no subcutâneo, logo abaixo da pele, na altura da marca da calcinha ou da cueca.
- Quanto tempo dura: de 4 a 6 meses.
E colocar o implante não é o fim do tratamento. Reposição não é passar e ir embora. A dose certa só aparece acompanhando, e é esse acompanhamento que define o que fazer quando o implante termina.
Implante não é só hormônio
Outra confusão comum é achar que todo implante é hormonal. Existem implantes não hormonais, e a indicação deles muda conforme o objetivo de cada pessoa.
Por isso eu repito: implante não é um produto. É uma via de administração. O que vai dentro dele, e se ele faz sentido para você, é a avaliação que diz.
Eu explico como é a avaliação hormonal, para mulheres e para homens, na página de reposição hormonal.
Perguntas frequentes
Quais são as vias da reposição hormonal?
São quatro: oral, transdérmica, injetável e implante subcutâneo. A escolha depende da estratégia terapêutica de cada caso.
Implante hormonal é melhor que gel ou comprimido?
Não necessariamente. O implante libera o hormônio de forma mais contínua, mas a regra é começar pelo mínimo, com uma via mais simples antes, e decidir caso a caso.
Quanto tempo dura o implante hormonal?
De 4 a 6 meses.
Onde o implante hormonal é colocado?
No subcutâneo, logo abaixo da pele, na altura da marca da calcinha ou da cueca.
Existe implante que não é hormonal?
Existe. A indicação dos implantes não hormonais muda conforme o objetivo da pessoa e é definida na avaliação.
Qual via faz sentido para você?
Este texto explica as opções. A consulta olha a sua história, os seus exames e o seu objetivo antes de escolher qualquer uma delas. Atendo presencialmente em Planaltina e também por teleconsulta.
